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CRIOFREQÜENCIA

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A aplicação de energia eletromagnética com fins medicinais surgiu data de 1892 com D’Arsonval e posteriormente no ano de 1908 por Zeynek e Nagelschmidt, criadores do termo diatermia que significa “aquecimento através de”. Karl Franz Nagelschmidt, em 1900, iniciou pesquisas sobre os efeitos do aquecimento e introduziu a teoria de que o aquecimento do material biológico através de campos eletromagnéticos surge da oscilação molecular induzida por correntes de alta frequência.

Os efeitos térmicos da radiofrequência promovem a desnaturação do colágeno, com contração imediata das suas fibras e posterior ativação dos fibroblastos com neocolanogênese das fibras colágenas ao longo do tempo, devido a uma resposta de cicatrização secundária e subsequente remodelação do tecido cutâneo (Atiyeh e Dibo, 2009, Carvalho et al., 2011). O corpo responde a altas temperaturas pela estimulação de uma proteína denominada de proteína de choque térmico (Heat Shock Proteins - HSP).

A elevação da temperatura estimula a formação de HSP-47, proteína que protege o colágeno tipo I durante a sua síntese, sua liberação ocorre em resposta imediata à agressão causada por altas temperaturas. Essa hipertermia gerada a nível de derme produz um estímulo da síntese na célula dessas proteínas HSP causando a expressão de TGF-beta-1 (fator transformador de crescimento beta-1), que por sua vez, estimula a HSP- 47 fazendo com que os fibroblastos reajam aumentando a produção de colágeno.

O aparelho de criofrequencia possui uma ponteira refrigerada a -10°C e um comprimento de onda capaz de gerar um calor que atinge os tecidos mais profundos com temperaturas entre 55°C a 60°C. Dessa forma a pele em sua superfície se mantém protegida enquanto o aquecimento está ocorrendo internamente.

Tratamento completamente indolor.

BENEFÍCIOS

Flacidez de pele, gordura localizada, fibro edema gelóide (celulite), remodelamento corporal.

CONTRAINDICAÇÕES:

Gestantes, marca passo cardíaco, tumor, irritações cutâneas, doenças vasculares, aparelho auditivo (remover), implantes metálicos (local da aplicação), inflamações, próteses na região aplicada, queimaduras, dentre outros que deverão ser avaliados pelo profissional.

EFEITOS

Aumento da vascularização, vasodilatação, aumento da drenagem venosa, aumentando a reabsorção de catabólitos e diminuindo edemas nas áreas com processos inflamatórios, aumento da permeabilidade da membrana celular, permitindo uma melhor transferência de metabólitos através desta.

A técnica não é invasiva e causa efeitos apenas na área de tratamento.

NÚMERO DE SESSÕES:

O número de sessões recomendado irá variar conforme cada paciente, mas costuma ficar em torno de 6 a 10 sessões por região. O intervalo entre as aplicações poderá ser semanal, quinzenal ou de 20 em 20 dias, conforme o entendimento do profissional baseado no comportamento do paciente fora da Clínica. Nunca esquecendo que devemos procurar um profissional com formação e conhecimento da técnica para evitar qualquer tipo de complicações.